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NESTA SEGUNDA: Livro que relaciona trabalho doméstico e desigualdade social no Brasil será lançado no TRT-13
08/02/2023 / 15:43
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“O caso Miguel”, uma tragédia que vitimou uma criança de 5 anos e expôs a fragilidade da sociedade brasileira, é o ponto de partida para uma obra escrita pela juíza do trabalho Maria José Rigotti, do TRT da 10ª Região, e que será lançada na próxima segunda-feira (13), no Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (13ª Região). O livro “Ouçam Mirtes, Mãe de Miguel. Trabalho doméstico remunerado e desigualdades no Brasil” traz uma análise de questões como trabalho doméstico remunerado, racismo e desigualdade social no país, e é fruto de uma dissertação de mestrado da autora.

Durante o lançamento do livro, será realizada uma roda de conversa que contará com a participação do assessor de Projetos Sociais e Promoção dos Direitos Humanos (Aspros) do Tribunal, Humberto Miranda; da autora Maria José Rigotti; da mãe do menino Miguel, Mirtes Renata; e da juíza do TRT-4, Valdete Souto Severo, que faz a apresentação do livro. O evento, feito em parceria com a Escola Judicial da 13ª Região, será às 14h, no auditório do Tribunal Pleno, e será aberto tanto aos servidores e magistrados quanto ao público externo. As inscrições já estão abertas e podem ser efetuadas clicando aqui.

De acordo com o professor Humberto Miranda, a história retratada no livro trata da injustiça social que, infelizmente, ainda é vivida por muitas mulheres e homens não só do país, mas de toda a América Latina. “O livro será lançado em um espaço onde se acredita no trabalho decente. Além disso, temos a ideia de trazer o público externo e movimentos sociais para compartilhar desse espaço e momento, de modo que possamos cumprir a missão institucional de ir além dos nossos muros”, analisou.

Outro aspecto destacado pelo assessor da Aspros é que, com o lançamento da obra no Regional, o conhecimento vai circular e, ainda, será possível conhecer mais da experiência de Mirtes Renata, que participará do evento. “O caso de Miguel não pode ser esquecido. O seu silenciamento dá espaço para a impunidade. Com esse evento, o TRT-13 cumpre um papel muito importante nessa história, tornando-se palco da promoção e valorização do direito à cidadania”, enfatizou.

Instituto Menino Miguel

Criado em 2020 na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), o Instituto Menino Miguel teve o professor Humberto Miranda como o primeiro diretor. Ele explicou que é um espaço acadêmico voltado à pesquisa, ensino e extensão, principalmente no que se refere aos direitos da criança e do adolescente e à famílias em situação de vulnerabilidade social.

“A madrinha do instituto é Mirtes e, além de ter autorizado, ela acompanha as ações. Creio que seja uma forma de ressignificar o luto, transformando-o em luta. Além disso, faz com que o caso de Miguel não fique perdido”, salientou. Entre as ações do instituto está a criação de uma escola de formação para conselheiros tutelares e um núcleo de envelhecimento, que aborda a velhice como um processo.