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Nordeste lidera taxa de inadimplência entre clientes de micro e pequenas indústrias no Brasil
07/07/2022 / 14:14
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O Nordeste é a região brasileira com maior número de clientes inadimplentes entre as micro e pequenas indústrias no país, aponta a pesquisa “Indicador Nacional da Micro e Pequena Indústria”, realizada pelo Datafolha a pedido do Sindicato da Micro e Pequena Indústria de São Paulo (Simpi).

A pesquisa inédita mostra que a região acumula a maior quantidade de dívidas não pagas (44%), seguido do Centro-Oeste/Norte (40%). Sul e Sudeste aparecem, respectivamente, com 27% e 28% de micro e pequenas indústrias (MPI’s) que sofreram com inadimplência.

Segundo o levantamento, deixaram de receber valores que representam mais de 30% do faturamento indústrias do Centro-Oeste (16%), do Nordeste (12%), do Sudeste (6%) e do Sul (5%).

No resultado geral, 31% dos entrevistados sofreram calote, sendo que o impacto foi mais sentido pelas pequenas indústrias, já que 34% deixaram de receber valores que representam até 15% do faturamento.

Presidente do Simpi, Joseph Couri destaca a necessidade de ações efetivas para fortalecimento do mercado interno.

“Os resultados de custos e inadimplência demonstram que as empresas ainda não se recuperaram da pandemia e anseiam por medidas macroeconômicas efetivas para voltar a dar resultados positivos”, afirma o presidente.

Falência dos parceiros e o impacto no desempenho das MPI`s

O estudo mostra ainda que a crise também chegou nos parceiros da cadeia produtiva: 10% dos dirigentes ouvidos pelo Datafolha tiveram fornecedores que faliram ou entraram em recuperação judicial nos últimos três meses.

Regionalmente, o cenário é mais crítico no Nordeste com 16% de falência entre fornecedores, seguidos de Sudeste (10%), Sul (8%) e Centro-Oeste (7%).

Micro e pequenas indústrias que atendem clientes empresariais também relataram falências: 17% no total – sendo 22% no Nordeste, 20% no Sudeste, 14% no Centro-Oeste/Norte e 11% no Sul.

Matéria-prima e insumos mais caros

Outro impacto sentido pelas micro e pequenas indústrias foi a alta dos custos de produção. De acordo com a pesquisa, 62% das MPI`s tiveram altas significativas nos custos de produção no mês anterior ao levantamento. A maior porcentagem entre pequenas indústrias (79%).

Segundo os entrevistados, o impacto principal está no custo de matéria-prima e insumos (45%), e são as pequenas empresas que novamente mais sentiram os prejuízos financeiros (58%).

O Nordeste sentiu a alta da matéria-prima e insumos (45%), mas foi com transporte e logística que a região foi mais impactada nos custos de produção. A pesquisa aponta que 45% dos dirigentes alegam gastos do seu faturamento com modal e desempenho logístico, que inclui o transporte, o manuseio e o estoque de cargas.

Estudo inédito

O Indicador Nacional de Atividade da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, encomendado pelo Simpi e efetuada pelo Datafolha, é a primeira pesquisa das micro e pequenas industrias a nível nacional do país e busca se consolidar como sinalizador de tendência. A coleta de dados ocorreu entre os dias 09 e 30 de maio de 2022.