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‘Numa ditadura há sempre limitações para a cidadania’, diz professor integrante da Comissão da Verdade em João Pessoa
31/03/2021 / 18:10
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Esta quarta-feira (31) é marcada pelos 57 anos desde que o Congresso Nacional depôs o presidente João Goulart e uma junta militar assumiu o poder no país, iniciando o período da ditadura militar no Brasil (1964-1985). Em 15 de abril de 1964 o general Castello Branco tomou posse, tornando-se o primeiro de cinco militares a governar o país durante a fase, marcada por censura, perseguições, torturas e assassinatos.

Em entrevista ao programa F5, na 89 Rádio Pop, o professor de mestrado da UFPB e integrante da Comissão Municipal da Verdade (CMV), Rodrigo Freire, lembrou aos ouvintes sobre a fase que durou 21 anos.

De acordo com o professor, o período militar está amplamente documentado, não apenas no Brasil como em outros países.

“A ditadura que durou 21 anos foi um período em que o estado brasileiro cometeu violações de direitos gravíssimas. Não apenas assassinatos, torturas, desaparecimentos políticos, mas também a censura à imprensa era algo evidente e absurdo”, explicou.

Ele destacou que a falta de liberdade e os crimes motivados por opiniões contrárias ao poder vigente não atingiam apenas pessoas de esquerda ou comunistas, como muitos imaginam.

Segundo Rodrigo, “em João Pessoa tivemos diversos casos de prisões ilegais e instituições invadidas por militares”, relata.

“Numa ditadura há sempre limitações para o exercício da cidadania. Esse momento é de afirmar a democracia, a defesa da vida, da razão e lutar não apenas pela democracia mas também pela vacina”, destacou o professor.

A CMV – A Comissão Municipal da Verdade de João Pessoa foi criada em 2014 e tem o objetivo de investigar as violações de direitos humanos e perseguições políticas ocorridas durante 1964 e 1985, na cidade.

Na manhã desta quarta-feira (31) o governador do estado, João Azevêdo, se manifestou em redes sociais sobre a data. “Que esteja em nossa memória um passado que não queremos ver de novo, nem no presente, nem no futuro. Democracia e liberdade, sempre!”, escreveu o chefe do executivo estadual.