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‘Numa ditadura há sempre limitações para a cidadania’, diz professor integrante da Comissão da Verdade em João Pessoa

Em entrevista ao programa F5 da 89 Rádio Pop, Rodrigo Freire fez análise sobre os 21 anos da ditadura militar no Brasil

Esta quarta-feira (31) é marcada pelos 57 anos desde que o Congresso Nacional depôs o presidente João Goulart e uma junta militar assumiu o poder no país, iniciando o período da ditadura militar no Brasil (1964-1985). Em 15 de abril de 1964 o general Castello Branco tomou posse, tornando-se o primeiro de cinco militares a governar o país durante a fase, marcada por censura, perseguições, torturas e assassinatos.

Em entrevista ao programa F5, na 89 Rádio Pop, o professor de mestrado da UFPB e integrante da Comissão Municipal da Verdade (CMV), Rodrigo Freire, lembrou aos ouvintes sobre a fase que durou 21 anos.

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De acordo com o professor, o período militar está amplamente documentado, não apenas no Brasil como em outros países.

“A ditadura que durou 21 anos foi um período em que o estado brasileiro cometeu violações de direitos gravíssimas. Não apenas assassinatos, torturas, desaparecimentos políticos, mas também a censura à imprensa era algo evidente e absurdo”, explicou.

Ele destacou que a falta de liberdade e os crimes motivados por opiniões contrárias ao poder vigente não atingiam apenas pessoas de esquerda ou comunistas, como muitos imaginam.

Segundo Rodrigo, “em João Pessoa tivemos diversos casos de prisões ilegais e instituições invadidas por militares”, relata.

“Numa ditadura há sempre limitações para o exercício da cidadania. Esse momento é de afirmar a democracia, a defesa da vida, da razão e lutar não apenas pela democracia mas também pela vacina”, destacou o professor.

A CMV – A Comissão Municipal da Verdade de João Pessoa foi criada em 2014 e tem o objetivo de investigar as violações de direitos humanos e perseguições políticas ocorridas durante 1964 e 1985, na cidade.

Na manhã desta quarta-feira (31) o governador do estado, João Azevêdo, se manifestou em redes sociais sobre a data. “Que esteja em nossa memória um passado que não queremos ver de novo, nem no presente, nem no futuro. Democracia e liberdade, sempre!”, escreveu o chefe do executivo estadual.

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