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OMS emite alerta ao revelar as 15 bactérias que ameaçam a saúde
23/05/2024 / 18:47
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta ao divulgar uma lista atualizada de bactérias que representam uma séria ameaça à saúde pública global devido à sua crescente resistência aos antibióticos.

Essa lista, uma revisão do relatório anterior de 2017, destaca 15 superbactérias agrupadas em categorias de prioridade: média, alta e crítica.

A resistência a antibióticos acontece quando patógenos como bactérias e vírus se tornam imunes aos efeitos dos medicamentos que anteriormente poderiam eliminá-los.


O fenômeno agrava doenças conhecidas, aumenta a taxa de mortalidade e intensifica o risco de surtos epidêmicos, conforme micro-organismos resistentes se propagam mais facilmente entre a população.

Quais são as bactérias mais perigosas segundo a OMS?

  • Prioridade crítica: Acinetobacter baumannii;
  • Prioridade crítica: Enterobacterales resistentes às cefalosporinas;
  • Prioridade crítica: Enterobacterales resistentes a carbapenêmicos;
  • Prioridade crítica: Mycobacterium tuberculosis;
  • Prioridade alta: Salmonella Typhi;
  • Prioridade alta: Shigella spp.;
  • Prioridade alta: Enterococcus faecium;
  • Prioridade alta: Pseudomonas aeruginosa;
  • Prioridade alta: Salmonella não tifoide;
  • Prioridade alta: Neisseria gonorrhoeae;
  • Prioridade alta: Staphylococcus aureus;
  • Prioridade média: Estreptococos do grupo A;
  • Prioridade média: Streptococcus pneumoniae;
  • Prioridade média: Haemophilus influenzae;
  • Prioridade média: Estreptococos do grupo B.

Por que é essencial identificar os microrganismos mais perigosos?


A atualização da OMS alerta para o perigo iminente que essas bactérias representam. Além disso, identificar e classificar esses microrganismos permite aos pesquisadores e autoridades de saúde priorizar recursos e esforços na prevenção e no desenvolvimento de tratamentos mais eficazes.

“Ao mapear a carga global de bactérias resistentes aos medicamentos e avaliar o seu impacto na saúde pública, esta lista é fundamental para orientar o investimento”, além de fomentar a inovação, explica Yukiko Nakatani, diretora-geral adjunta de resistência antimicrobiana da OMS, em nota.

A resistência antimicrobiana ocorre quando, através de mutações, uma bactéria ou vírus se torna mais resistente e não é eliminada pelos tratamentos. Essa resistência ameaça a eficácia e segurança dos cuidados e procedimentos médicos.

“A resistência antimicrobiana põe em risco a nossa capacidade de tratar eficazmente infecções de alto impacto, como a tuberculose, levando a doenças graves e ao aumento das taxas de mortalidade”, afirma Jérôme Salomon, diretor-geral adjunto da OMS.

Impacto na saúde pública


Segundo estimativas da OMS, as resistências aos antibióticos são responsáveis por cerca de 1,27 milhões de mortes diretas anualmente e contribuem indiretamente para até 4,19 milhões de outras mortes.

Os números alarmantes demonstram não apenas as complicações de saúde individual, mas também o peso crescente nos sistemas de saúde ao redor do mundo, intensificando a necessidade de uma ação global coordenada.

Para enfrentar este desafio global, é fundamental que haja uma colaboração internacional no desenvolvimento de novos medicamentos e no aprimoramento das políticas de prescrição e uso de antibióticos.

*Catraca Livre

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