
A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15/1), a Operação Puçá, com foco no combate a uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas na modalidade delivery e em esquemas de lavagem de dinheiro. A ação é coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO).
Até o momento, 18 pessoas foram presas durante o cumprimento de 24 mandados de prisão expedidos pela Justiça. As ações ocorrem simultaneamente em Campina Grande e João Pessoa, além dos municípios de Petrolina, em Pernambuco, e Maringá, no Paraná.
Ao todo, cerca de 100 policiais civis participam da operação, que também inclui o cumprimento de aproximadamente 85 mandados de busca e apreensão. Como estratégia para enfraquecer financeiramente o grupo, a Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 15 milhões em contas ligadas aos investigados.
De acordo com as investigações, a organização criminosa atuava de forma estruturada no tráfico de drogas com entrega direta ao consumidor, utilizando aplicativos e intermediários para dificultar a identificação dos responsáveis. O inquérito também apontou o uso de contas bancárias em nome de terceiros para a prática de lavagem de dinheiro.
O nome Operação Puçá faz referência a uma armadilha tradicional usada na pesca de camarões. A escolha tem relação direta com o apelido adotado pelo grupo criminoso, que se autodenominava “rei do camarão”. Segundo a Polícia Civil, a denominação simboliza a estratégia de cerco técnico, investigação aprofundada e produção de provas que permitiram identificar e responsabilizar os envolvidos.
A operação conta com apoio de diversas unidades da Polícia Civil e de órgãos parceiros, entre eles a Diretoria de Operações, o GAECO do Ministério Público da Paraíba, Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Grupo de Operações Especiais (GOE), Delegacia de Crimes Cibernéticos, Delegacia da Mulher, Polícia Penal, além de delegacias regionais e grupos táticos do interior do estado.