
A Justiça condenou o ex-diretor do Hospital Padre Zé, Egídio de Carvalho Neto, e o ex-chefe de TI Samuel Rodrigues Cunha Segundo por envolvimento no desvio de equipamentos eletrônicos doados à unidade de saúde.
Segundo a decisão da 3ª Vara Criminal da Capital, Egídio recebeu pena de 5 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão em regime semiaberto. Ele cumpre prisão domiciliar humanitária, com monitoramento eletrônico, em razão de problemas graves de saúde. Já Samuel foi condenado a 4 anos, 7 meses e 16 dias, também em regime semiaberto, e responde em liberdade mediante medidas cautelares.
A sentença determina ainda o pagamento de R$ 525.877,77 por danos materiais e R$ 500 mil por danos morais coletivos. Ainda cabe recurso.
As investigações apontaram que pelo menos 676 itens — entre celulares e tablets doados pela Receita Federal ao Hospital Padre Zé — foram desviados entre junho e julho de 2023, gerando prejuízo superior a R$ 500 mil. Parte das caixas armazenadas na sala da presidência foi encontrada vazia, e os aparelhos teriam sido vendidos no mercado paralelo, com pagamentos principalmente em dinheiro.
Na decisão, a juíza destacou que houve divisão de tarefas: Egídio, por ocupar a direção, controlava os itens de maior valor, enquanto Samuel seria responsável pela comercialização. A magistrada também apontou que o ex-diretor detinha o comando da estrutura criminosa e poder sobre sua operação.