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Padre Egídio é condenado por desviar aparelhos doados ao Hospital Padre Zé
14/02/2026 / 10:54
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Padre Egídio
Foto: reprodução/ Instagram

A Justiça condenou o ex-diretor do Hospital Padre Zé, Egídio de Carvalho Neto, e o ex-chefe de TI Samuel Rodrigues Cunha Segundo por envolvimento no desvio de equipamentos eletrônicos doados à unidade de saúde.

Segundo a decisão da 3ª Vara Criminal da Capital, Egídio recebeu pena de 5 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão em regime semiaberto. Ele cumpre prisão domiciliar humanitária, com monitoramento eletrônico, em razão de problemas graves de saúde. Já Samuel foi condenado a 4 anos, 7 meses e 16 dias, também em regime semiaberto, e responde em liberdade mediante medidas cautelares.

A sentença determina ainda o pagamento de R$ 525.877,77 por danos materiais e R$ 500 mil por danos morais coletivos. Ainda cabe recurso.

As investigações apontaram que pelo menos 676 itens — entre celulares e tablets doados pela Receita Federal ao Hospital Padre Zé — foram desviados entre junho e julho de 2023, gerando prejuízo superior a R$ 500 mil. Parte das caixas armazenadas na sala da presidência foi encontrada vazia, e os aparelhos teriam sido vendidos no mercado paralelo, com pagamentos principalmente em dinheiro.

Na decisão, a juíza destacou que houve divisão de tarefas: Egídio, por ocupar a direção, controlava os itens de maior valor, enquanto Samuel seria responsável pela comercialização. A magistrada também apontou que o ex-diretor detinha o comando da estrutura criminosa e poder sobre sua operação.