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Paraibana com doença rara tem alta após 11 anos internada
21/02/2026 / 14:56
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A paraibana Natanielly Ferreira, de 21 anos, recebeu alta do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), em João Pessoa, no dia 5 de fevereiro de 2026, encerrando uma internação que durou 11 anos. Natanielly ficou internada desde a infância após desenvolver um quadro grave de pneumonia que complicou devido a uma doença neuromuscular rara, diagnosticada posteriormente como distrofia por deficiência de Lama 2.

Contexto da internação e assistência médica

O sistema público de saúde não dispunha, até então, de estrutura adequada para cuidar do caso de forma domiciliar, motivo pelo qual a jovem permaneceu internada durante tanto tempo. A internação prolongada foi necessária para garantir o suporte respiratório e outros cuidados contínuos, já que a paciente tinha limitações físicas severas. A implementação do serviço de home care pelo Estado permitiu que Natanielly pudesse retornar para casa, iniciando uma nova etapa da vida com apoio da família e acompanhamento médico.

Rotina e esperança

Durante a internação, Natanielly estudou, concluiu o ensino médio e realizou o ENEM em 2025, mantendo o sonho de cursar Direito. Ela contou que a presença da família no dia a dia é seu maior desejo realizado com a alta. Morando agora em Pilõezinhos, interior da Paraíba, ela é cuidada por familiares que a apoiaram também durante o período em que o pai sofreu um acidente.

Convivência no hospital e celebração

A jovem destacou momentos significativos como o contato com profissionais de saúde, incluindo um técnico de enfermagem que realizou uma maquiagem nela durante a internação, e a participação em missas no hospital. Antes da alta, Natanielly comemorou seus 21 anos em uma casa de shows em João Pessoa, evento organizado com a ajuda de residentes do hospital, familiares e amigos, que simbolizou a superação do longo período de internação.

Relato da equipe médica

A médica Ana Flávia, que acompanhou Natanielly por cinco anos, ressaltou que a paciente possui cognição preservada e uma forte vontade de viver, apesar das limitações físicas. Ela relatou que a relação entre equipe e paciente foi marcada por cuidado e afeto, e que a alta só foi possível após autorização administrativa para receber cuidados em casa.

Esta história evidencia os avanços na assistência à saúde de pessoas com doenças neuromusculares raras e a importância do suporte familiar no tratamento de internações prolongadas.