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Pela primeira vez cientistas conseguem gerar energia a partir da fusão nuclear

Se a tecnologia continuar se desenvolvendo, ela poderá criar eletricidade ilimitada e com zero emissões de carbono

Pesquisadores da Lawrence Livermore National Laboratory, na Califórnia, afirmaram nesta quarta-feira (26) que conseguiram gerar, pela primeira vez, energia a partir da fusão nuclear — um avanço estudado há décadas, agora ainda mais necessário diante da crise climática.

A fusão nuclear exige uma quantidade grande de calor e pressão para unir o núcleo de átomos de hidrogênio e, assim, produzir hélio. É esse processo que faz com que o sol libere mais energia de forma extrema.

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Para gerar essa energia, os cientistas direcionaram 192 raios laser contra um alvo de 2 milímetros de diâmetro que continha hidrogênio.

Alex Zylstra, físico experimental no Lawrence Livermore National Laboratory, conta que eles criaram um sistema em que o plasma, utilizado como combustível, está se autoaquecendo. No passado, eles sempre tiveram que fornecer calor externo, mas, agora, a fusão nuclear que criaram está fazendo o trabalho por eles.

A energia a partir da fusão nuclear é completamente diferente das usinas nucleares, que criam energia a partir da fissão nuclear, ou seja, a divisão dos átomos. As usinas produzem enorme quantidade de lixo radioativo, com riscos de acidentes, como o de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986. A fusão nuclear, no entanto, não cria lixo radioativo e usa insumos mais eficientes e menos perigosos.

Se a tecnologia continuar se desenvolvendo, ela poderá criar eletricidade ilimitada e com zero emissões de carbono. Uma energia limpa e barata que pode ajudar a reverter os efeitos das mudanças climáticas e do aquecimento global.

Apesar da boa notícia, os cientistas calculam que ainda faltam décadas para que a fusão nuclear possa ser usada para dar energia para casas, carros ou aviões, por exemplo.

Para atingir a fusão nuclear, eles usaram dez vezes mais energia do que conseguiram produzir com ela, gerando o equivalente a nove pilhas.

No entanto, Alex afirma que o próximo passo é mostrar que é possível gerar mais energia com a fusão nuclear, do que a utilizada para o processo dar certo. E que, este, sim, vai ser o marco mais importante para salvar o mundo.

Do g1

 

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