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Percentual de permuta imobiliária em João Pessoa bateu no teto, avalia construtor
21/01/2026 / 16:29
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Avaliação aponta que a permuta imobiliária na orla de João Pessoa atingiu um teto econômico

Os percentuais praticados na permuta imobiliária, que na orla marítima chegaram a 50%, atingiram um patamar que limita novas elevações sem alterar de forma relevante a distribuição de riscos entre proprietários de imóveis e construtores. A avaliação é do construtor e corretor de imóveis Waldemir Lopes Júnior, que acompanha há décadas a dinâmica das negociações imobiliárias na capital paraibana.

Nos bairros da Zona Sul, especialmente no Conjunto dos Bancários, a evolução foi mais contida. Para ele, as permutas se tornaram mais esporádicas no mercado em que atua e os últimos negócios praticados, há cerca de dois anos, operaram no patamar de 25%. Na prática, o modelo consistia na entrega de dois apartamentos em um prédio com oito unidades ao proprietário do terreno.

“Historicamente, o avanço foi gradual: começou com um apartamento por lote, passou para dois, e depois incorporou complementações em dinheiro, aluguel temporário ou ajustes financeiros que ampliaram a vantagem do dono da área sem modificar formalmente o percentual da permuta”.

Na orla, permuta atinge o limite econômico

Em bairros como Tambaú, Manaíra e Cabo Branco, a lógica se intensificou. Waldemir observa que percentuais próximos de 50% passaram a ser aceitos mesmo em empreendimentos com elevado custo de construção, padrão superior e preço do metro quadrado mais alto, numa equação é objetiva: “Na permuta física, quem mais se beneficia é o proprietário do terreno, que não investe recursos na obra, não assume risco operacional e aguarda a entrega das unidades prontas. O construtor concentra o risco financeiro, a execução da obra e a exposição à oscilação do mercado”.

Ao projetar os próximos movimentos, o construtor avalia que o percentual de 50% já representa um teto consolidado, ainda que negociações muito específicas possam ultrapassar pontualmente esse índice.

Expansão para a zona sul

Sobre o conceito de que a cidade por não ter mais para onde crescer, o caminho seria a zona sul, ele exemplifica a consolidação da tendência com a valorização acelerada de determinadas áreas, especialmente ao longo da PB-008 e em regiões próximas ao Valentina como o Portal do Sol: “Lotes que custavam entre R$ 30 mil e R$ 40 mil passaram a valer acima de R$ 300 mil, enquanto imóveis residenciais alcançaram valores próximos de R$ 1 milhão. Esse movimento ajuda a explicar por que a permuta física se tornou um ativo central nas negociações e por que, ao menos na orla, o mercado já opera no limite”, concluiu.

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