
A primeira pesquisa Quaest de 2026 mostra o presidente Lula (PT) à frente em todos os cenários de primeiro turno da disputa presidencial, com crescimento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). Nas simulações de segundo turno, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece como o candidato mais próximo de Lula. O levantamento também destaca desafios e oportunidades para Flávio e Tarcísio, os nomes mais competitivos da oposição.
A pesquisa Quaest divulgada em 14 de junho revela que o presidente Lula mantém a liderança em todas as simulações de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026. O senador Flávio Bolsonaro vem se consolidando como o principal nome da oposição, apresentando crescimento nas intenções de voto no último mês.
Flávio Bolsonaro aparece como segundo colocado nos cenários de primeiro turno. Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, o avanço de Flávio não se limita ao apoio dos bolsonaristas, mas também inclui a direita não bolsonarista, que começa a considerá-lo uma opção de voto. “Nesse segmento, Flávio já aparece com quase 50% das intenções de voto, contra 16% de Tarcísio e 10% de Ratinho”, afirma.
Além disso, a pesquisa indica que 54% dos entrevistados acreditam que Flávio Bolsonaro seguirá até o fim na disputa presidencial, número que cresceu em relação a dezembro, quando era de 49%. Entre bolsonaristas, a crença sobe para 83%, e entre independentes alcança 49%.
Outro dado relevante mostra que 43% dos brasileiros consideram correta a decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro de apoiar o filho na eleição, crescimento em relação aos 36% registrados anteriormente.
O cenário de segundo turno aponta Lula na liderança, mas com vantagem reduzida contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A diferença caiu de 10 para 5 pontos percentuais, variando de 45% a 35% para 44% a 39%, respectivamente.
Felipe Nunes destaca que o apoio crescente da direita bolsonarista é o principal trunfo de Tarcísio, mas ele precisa ampliar o apoio entre eleitores independentes para avançar na disputa, especialmente caso Flávio desistisse.
Outra constatação da pesquisa é que o eleitorado acredita que uma candidatura da oposição sem origem na família Bolsonaro resultaria em uma eleição mais competitiva. “Se for alguém da família Bolsonaro, a população acredita que Lula vencerá com facilidade”, afirma Nunes.
No confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, Lula mantém vantagem, que passou de 10 para 7 pontos. O desafio para Flávio está em conquistar o eleitorado independente, que ainda prefere Lula.
O diretor da Quaest ressalta que o desempenho positivo de Flávio ocorreu principalmente nos segmentos mais à direita, enquanto a rejeição entre eleitores independentes permanece.
A pesquisa também indica que 46% da população tem receio da volta da família Bolsonaro ao poder, contra 40% que temem a continuidade do governo Lula. Apesar disso, 56% dos entrevistados consideram que Lula não merece um novo mandato.
Assim, embora Lula lidere todos os cenários, sua candidatura não entusiasma a maioria dos brasileiros, segundo o levantamento.