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Pollyanna minimiza possível CPI e fala sobre a formação da chapa em 2026
05/01/2026 / 16:59
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Pollyanna Werton, secretária de Desenvolvimento Humano da Paraíba (SEDH-PB)

Em meio a especulações na Assembleia Legislativa da Paraíba sobre a possível instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra a Secretaria de Desenvolvimento Humano (SEDH), a secretária Pollyanna Werton (PSB) afirmou nesta quarta-feira, durante a apresentação da revista Paraíba da Gente, promovida pelo governador João Azevêdo (PSB), que não se considera ameaçada pelas articulações internas e reforçou que sua atuação está dentro da legalidade e focada em resultados sociais.

A movimentação pela CPI foi impulsionada pelo deputado estadual Tião Gomes (PSB), que anunciou a intenção de apresentar um requerimento para apurar alegadas irregularidades na aplicação de emendas impositivas destinadas à SEDH, especialmente no que se refere à execução de programas sociais e à utilização dos recursos públicos por meio de organizações da sociedade civil. Segundo ele, parlamentares que destinaram emendas não teriam clareza sobre a efetiva aplicação desses recursos, o que motivaria uma investigação mais detalhada.

Ao responder sobre o tema, Pollyanna afirmou: “Qualquer espaço que você chegue, um cargo comissionado do governo, você vai fazer valer as ações de política pública… a gente tem feito entregas importantes, e hoje você vai ver resultados importantes para essa Paraíba”, enfatizando que seu trabalho está alinhado ao desenho de políticas públicas voltadas às pessoas em situação de vulnerabilidade. Ela negou sentir qualquer preocupação com a possibilidade de abertura de CPI. “Nem um pingo”, declarou, acrescentando que já tem experiência política para lidar com esse tipo de episódio.

CPI e a dinâmica política na ALPB

O requerimento de Tião Gomes busca, além da análise dos repasses, investigar a transparência nos critérios e na distribuição de benefícios, como o programa “Tá na Mesa”. A SEDH, por sua vez, divulgou nota ressaltando que os repasses seguem critérios legais e que as organizações da sociedade civil envolvidas cumprem os trâmites exigidos pela legislação específica, negando a existência de irregularidades formais até o momento.

Pollyanna também foi questionada sobre o que definiu como “fogo amigo” na Assembleia Legislativa, referindo-se à movimentação de outros parlamentares em torno do tema. Ao justificar que esse tipo de embate faz parte da lógica política, a secretária lembrou de sua trajetória como ex-deputada e ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), afirmando que mantém diálogo com lideranças como o presidente da Casa, Adriano Galdino, e com parlamentares de diferentes regiões.

Nome para chapa majoritária e cenário eleitoral

Durante a cerimônia, o nome de Pollyanna voltou a ser especulado nos bastidores como possível candidata a vice-governadora ou postulante a federal no projeto do governador João Azevêdo para as eleições de 2026. A secretária reforçou sua disposição em participar de qualquer instância do processo, mas ressaltou que, no momento, a prioridade está na validação da nominata proporcional do PSB para deputado federal e no fortalecimento do grupo governista.

Pollyanna já vinha sendo apontada como possível candidata a deputada federal pelo grupo do governador, em alinhamento político que vem sendo discutido desde 2025. Em fevereiro daquele ano, veículos políticos já destacavam que a secretária estava cotada para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026, como parte da estratégia de renovação de quadros do PSB e dos partidos aliados.

Preocupações com a chapa proporcional e arranjos partidários

Sobre a formação da chapa proporcional, Pollyanna reconheceu que há inquietações entre correligionários e aliados, sobretudo em um ano eleitoral em que alianças e espaço de cada legenda será decisivo para garantir representatividade no Congresso e na Assembleia Legislativa. Ela destacou que o PSB e as siglas que compõem a base de sustentação ao governo — incluindo Progressistas, Republicanos e a federação PT/PV/PCdoB — estão em processo de construção de nomes fortes que reflitam o legado de gestão do governador João Azevêdo e a relação política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pollyanna qualificou esse processo como “dinâmico e normal”, afirmando que a formação das nominatas deve ocupar todo o primeiro semestre de 2026, à medida que o cenário eleitoral se consolida e as alianças se formalizam.

Confira o vídeo

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