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Praga: verdades e mentiras sobre cupins
14/02/2023 / 12:38
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O cupim parece inofensivo, mas é uma das pragas urbanas que mais trazem problemas para dentro de casa. Atraído por muitos itens comuns em uma residência, é popularmente conhecido como “roedor de madeira”. 

Após encontrar sua fonte de energia em móveis e outros objetos confeccionados com o material, o cupim inicia a infestação e constrói suas colônias silenciosamente, causando grandes prejuízos. Apesar de ser uma praga recorrente nas casas brasileiras, ainda há muitas dúvidas sobre suas características e comportamento.

Uma vez instalada, a colônia deve ser eliminada com o auxílio de uma empresa dedetizadora, que vai aplicar os produtos adequados e evitar que o inseto se aloje novamente. 

Confira agora algumas verdades e mentiras sobre o cupim.

Cupins têm asas e são atraídos pela luz no verão — verdade

Durante épocas mais quentes, é normal ver pequenos insetos sobrevoando as lâmpadas e aparelhos eletrônicos que emitem luz. O que poucas pessoas sabem é que eles são, na verdade, cupins.

Conforme explica artigo publicado na Revista Debates em Ensino de Química (REDEQUIM), essas pragas produzem periodicamente adultos alados com a função de reproduzir e fundar novas colônias. O fato dá origem à chamada revoada, fenômeno em que esses insetos voam em busca de locais para se alojar.

Neste mesmo período, os cupins são atraídos pela radiação ultravioleta, onda de luz emitida por lâmpadas e alguns aparelhos eletrônicos. Essa atração serve como ponto de referência para o início do acasalamento. 

Para finalizar a etapa de reprodução, eles perdem as asas e realizam a fecundação nos móveis e outros locais que encontram no imóvel. Consequentemente, as colônias se formam na residência sem que sejam notadas. 

Durante os períodos mais quentes, é essencial ter atenção redobrada com portas e janelas abertas. Além disso, pequenas asas no chão e farelos similares à serragem próximos aos móveis podem indicar que os cupins já estão alojados na residência.

Cupins se alimentam de qualquer tipo de madeira — mentira

Cada espécie tem suas preferências alimentares. Segundo pesquisa do Departamento de Biologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), cupins consomem apenas porções mortas da madeira para evitar o conteúdo tóxico presente no material. No entanto, algumas espécies não se importam com isso e se alimentam de materiais em decomposição, inclusive quando há presença de fungos.  

Madeira é a única fonte de alimento dos cupins — mentira

A alimentação dos cupins é um assunto que gera muitas dúvidas. Por serem conhecidos como roedores de madeira, há uma ideia de que esse material seja sua única fonte de alimento, o que é mentira. 

Conforme aponta a Unesp, os mais comuns nas áreas urbanas do Brasil se alimentam de madeira, mas também podem usar compensados, papéis, papelões e tecidos de algodão como fonte de energia. Segundo a pesquisa da Universidade Estadual Paulista, há também espécies que consomem gramas e plantas. 

Casas com cupins, portanto, podem encontrar danos em livros, móveis confeccionados com diferentes materiais, plantas e outros objetos. Quando isso ocorre, é essencial contratar o serviço de descupinização para evitar problemas maiores. 

Cupins podem causar prejuízos na estrutura da casa — verdade

Como visto, o cupim pode se alimentar de diversos itens. A madeira presente na estrutura das casas é uma delas, o que causa prejuízos e riscos aos moradores.

A proliferação desses insetos pode gerar problemas estruturais, como o enfraquecimento da madeira presente nas vigas, portas e demais peças. O problema ocorre quando a infestação não é identificada a tempo, pois a ação dos cupins causa impactos na sustentação, favorecendo queda de materiais e até mesmo desabamentos. 

Cupins transmitem doenças — mentira

Muitas pragas urbanas são grandes vilãs para a saúde humana, mas esse não é o caso dos cupins. Conforme aponta o documento elaborado pelo Ministério da Agricultura e Abastecimento, esses insetos não são transmissores de doenças e não causam nenhum problema à humanidade — exceto, claro, na estrutura de sua residência.

Segundo o documento, apenas 10% dessas pragas causam impactos negativos, evidenciados nas áreas agroflorestais, pastoris e urbanas.