
Os preços dos alimentos em maio influenciaram diretamente a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu 0,58% no mês, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (12). Essa taxa representa uma desaceleração em relação ao avanço de 0,67% registrado em abril, mas mantém a inflação acima da meta estabelecida pelo governo.
O desempenho dos alimentos pressionou o IPCA, com o grupo de Alimentação e Bebidas respondendo por 0,29 ponto percentual do índice, ao registrar alta de 1,33% no mês. Os alimentos consumidos em casa ficaram, em média, 1,65% mais caros em maio. Segundo o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves, essa alta está relacionada principalmente a fatores de menor oferta e ao aumento do custo do frete, influenciado pela elevação nos preços dos combustíveis.
Entre os alimentos que mais subiram, destaca-se a batata-inglesa, que teve alta de 44,69%, seguida do pepino (+44,3%), tomate (+20,62%), cebola (+16,8%) e morango (+16,6%). Também houve aumento nos preços de itens como cenoura, feijão-carioca, leite de coco e vários cortes de carne.
Por outro lado, alguns produtos apresentaram queda de preços. O café moído, por exemplo, teve redução de 2,38%, enquanto as frutas recuaram 0,70%. Outros alimentos que ficaram mais baratos incluem abobrinha (-11,43%), laranja-lima (-9,87%) e diversos tipos de peixe.
Além dos alimentos, o grupo Habitação exerceu impacto significativo na inflação de maio, com variação de 1,22% e contribuição de 0,18 ponto percentual para o IPCA. A alta na conta de energia elétrica residencial, especialmente devido aos reajustes tarifários em várias capitais como Aracaju, Fortaleza e Belo Horizonte, foi a principal causa desse aumento. A vigência da bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, também influenciou o encarecimento da energia.
No segmento Saúde e Cuidados Pessoais, os preços subiram 0,90%, impulsionados pelo aumento dos artigos de higiene pessoal e dos perfumes, que cresceram 1,95% e 4,42%, respectivamente. Os planos de saúde também tiveram reajustes médios de 0,50%.
O resultado completo dos grupos do IPCA em maio foi:
Esses dados evidenciam que o avanço nos preços dos alimentos e da energia elétrica foram os principais fatores para a inflação no mês de maio, mesmo com uma desaceleração geral do índice em relação ao mês anterior.