João Pessoa 29.13ºC
Campina Grande 25.9ºC
Patos 32.69ºC
IBOVESPA 118824.39
Euro 5.7885
Dólar 5.4082
Peso 0.006
Yuan 0.7453
Presidente da ADUFPB explica motivo de greve dos professores na Universidade Federal da Paraíba
03/06/2024 / 19:40 / Matheus Melo
Compartilhe:
Reunião do comando local de greve dos professores da UFPB, nesta segunda-feira (3), na sede da ADUFPB, em João Pessoa – Foto: F5 Online

O presidente do Sindicato dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba (ADUFPB), Cristiano Bonneau comentou em entrevista ao F5 Online sobre a motivação para a greve dos professores da instituição, que teve início nesta segunda-feira (3/6), por tempo indeterminado, como decidido em assembleia geral no dia 29 de maio.

O início das aulas do período 2024.1, que ocorreria na quarta-feira (5/6), fica suspenso.

Hoje à tarde, houve uma reunião do comando local de greve para discutir o movimento nacional e definir ações de mobilização na UFPB. A atividade ocorreu na sede da ADUFPB, no Centro de Vivência do campus I, em João Pessoa. Segundo Cristiano, a proposta do governo federal de 0% de aumento para o ano de 2024 foi a “gota d’água pra que a greve fosse levada a cabo”.

“Tirando o auxílio emergencial que foi linear no ano passado, nós estamos há pelo menos seis ou sete anos sem nenhum tipo de reajuste, nenhum tipo de aumento, uma discussão sobre a nossa carreira. Estamos vindo de várias sessões de assembleias que temos feito, acompanhando as negociações a nível nacional, fazem aí quase dois meses que nós estamos nos reunindo de forma bastante regular com os colegas, assembleias grandes, trezentos, duzentos professores. E na segunda-feira, então, nós tivemos essa notícia, estávamos em Brasília, de que o governo não tinha nenhuma proposta pra nós durante a mesa de negociação, no dia 27, relatou o presidente da ADUFPB.

Cristiano Bonneau, presidente da ADUFPB – Imagem: F5 Online no YouTube

“Diante disso, diante da proposta de 0% de aumento pro ano de 2024, mesmo nós apresentando uma proposta de reajuste rebaixada ao governo como contraproposta, que eu acho que é muito realista, inclusive tá dentro do próprio orçamento, um estudo que foi feito por nós, o governo não considerou e isso aqui foi exatamente a gota d’água, digamos assim, pra que a greve fosse levada a cabo”, acrescentou Cristiano Bonneau sobre a greve dos docentes, que agora se juntam aos técnicos administrativos, cada um com “as suas pautas distintas, separadas“, afirma ele.

“Estamos aí em greve por tempo indeterminado, esperando que o governo nos chame de fato pra negociar conosco”, reforçou. O sindicato espera que o governo Lula avalie a contraproposta apresentada pela classe. O reajuste pedido para esse ano é de 3,69% e, para 2025, 9%, além de 5,16% para 2026.

Receba as notícias do F5Online no WhatsApp

Assista a entrevista completa: