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Prévia da inflação vai a 0,93% em março com alta dos combustíveis

Os combustíveis impactaram também o custo da habitação, que subiu 0,71% na prévia da inflação de março, informou o IBGE. A alta foi puxada pelo gás de botijão (4,60%), no décimo mês consecutivo de alta, e do gás encanado (2,52%)

 

NICOLA PAMPLONA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Com forte pressão do preço da gasolina, a prévia da inflação de março disparou para 0,93%, contra 0,48% no mês anterior, informou nesta quinta (25) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 12 meses, o índice acumula alta de 5,52%.
Foi a maior taxa do indicador do IBGE que mede a prévia da inflação, o IPCA-15, para um mês de março desde 2015. Pela primeira vez desde 2016, o índice acumulado em 12 meses supera o teto da meta estabelecida pelo Banco Central para o ano, que é de 5,25%.
Ainda sob efeito da sequência de reajustes promovidos pela Petrobras, a gasolina contribuiu sozinha com 0,56 ponto percentual do IPCA-15. O produto registra alta de 11,18% em março, reflexo dos seis reajustes promovidos pela Petrobras entre o início de 2020 e a semana passada.
Na última sexta (19), a estatal reduziu pela primeira vez o preço do combustível no ano, com queda de 5%. Nesta quinta (25), houve novo corte, de 4%, mas os repasses ainda não chegaram totalmente às bombas.
A gasolina é o produto com maior peso na inflação, mas o IBGE detectou alta também em outros combustíveis: o etanol subiu 16,38% em março; o óleo diesel, 10,66%; e o gás natural veicular, 0,39%. Assim, o custo dos transportes subiu 3,79%, contra 1,11% em fevereiro.
Os combustíveis impactaram também o custo da habitação, que subiu 0,71% na prévia da inflação de março, informou o IBGE. A alta foi puxada pelo gás de botijão (4,60%), no décimo mês consecutivo de alta, e do gás encanado (2,52%). A taxa de água e esgoto (0,68%) também acelerou em relação a fevereiro.
Principal fator de pressão da inflação durante o primeiro ano de pandemia, o preço dos alimentos segue em desaceleração. Nesta prévia da inflação de março, tiveram alta de 0,12%, contra 0,56% no mês anterior.
“Os alimentos para consumo no domicílio caíram 0,03% após sete meses consecutivos de alta, sobretudo por conta das quedas de tomate (-17,50%), a batata-inglesa (-16,20%), o leite longa vida (-4,50%) e o arroz (-1,65%). No lado das altas, as carnes aumentaram 1,72%”, disse o IBGE.
A alimentação fora do domicílio também desacelerou, registrando 0,49% em março frente 0,56% de fevereiro. A perda de ritmo foi foi influenciada pelo lanche (0,64%) e pela refeição (0,33%), itens que, em fevereiro, aumentaram 1,20% e 0,37%, respectivamente.
A avaliação é que, além de fatores sazonais, o fim do auxílio emergencial contribuiu para a desaceleração de preços dos alimentos, ao reduzir o poder de compra do brasileiro e, consequentemente, a demanda por determinados itens.
Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, apenas um teve deflação. Foi o custo da educação, que caiu 0,51% após alta de 2,39% em fevereiro, quando foram captados os reajustes anuais de cursos regulares.
Todas as regiões pesquisadas no IPCA-15 apresentaram alta no mês, disse o IBGE. A maior foi na região metropolitana de Belém (1,49%), em função da gasolina (12,44%). A menor foi na região metropolitana do Rio de Janeiro (0,52%), influenciado pelas quedas do tomate (-21,73%) e da batata-inglesa (-16,91%).
O cálculo do IPCA-15 usa a mesma metodologia da pesquisa do IPCA, o indicador oficial de inflação do país. A diferença está no período de coleta dos preços, que no primeiro caso é iniciada na segunda quinzena do mês anterior, e na abrangência geográfica, com menos localidades pesquisadas.
O IPCA fechado do mês já se aproximava do teto da meta em fevereiro, quando o índice de 12 meses ficou em 5,20%. O resultado fechado de março só será divulgado no início de abril. Se a tendência for mantida, será a primeira vez que o IPCA de 12 meses ficará acima do teto da meta desde novembro de 2016, quando foi de 6,99%.
Naquele ano, porém, o indicador fechou dezembro em 6,29%, pouco abaixo do limite superior de 6,50% estabelecido pelo Banco Central.
A escalada inflacionária dos últimos meses levou o Copom (Comitê de Política Econômica) do Banco Central a elevar a taxa básica de juros pela primeira vez desde 2015. A alta de 0,75 ponto percentual surpreendeu o mercado, que esperava 0,5 ponto percentual.
De acordo com a ata da reunião, divulgada na terça (23), a avaliação do comitê é que que a atividade econômica não sofrerá tanto com a pandemia quanto em 2020, mas os choques de preços, ainda que pontuais, ameaçam o cumprimento das metas de inflação.
“Além do ritmo forte de crescimento dos últimos meses, com consequente redução da ociosidade econômica, houve uma reversão das expectativas de inflação, que passaram a se situar na parte superior do intervalo de tolerância da meta para o ano de 2021 e ao redor da meta para o ano de 2022”, diz a ata.
Nesta segunda (22), o mercado elevou mais uma vez suas projeções para inflação e taxa básica de juros neste ano e no próximo, segundo o relatório Focus, do Banco Central. A estimativa agora é que a inflação feche o ano em 4,71%, contra 4,60% na semana anterior. A projeção para a taxa Selic em 2021 subiu de 4,5% para 5%.

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