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Protestos no Irã diminuem após repressão que deixou mais de 2 mil mortos
16/01/2026 / 14:57
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Foto: Reprodução

A repressão no Irã conseguiu conter os protestos, que diminuíram desde domingo, segundo relatos de moradores e do grupo de direitos humanos HRANA, baseado nos Estados Unidos. O grupo informou que o número de mortos chegou a 2.677, incluindo 2.478 manifestantes e 163 ligados ao governo. A mídia estatal informou que novas prisões ocorreram na sexta-feira (16), aumentando a presença de forças de segurança no país.

O declínio dos protestos ocorre em meio ao aumento das tensões internacionais em torno da crise iraniana. Autoridades dos Estados Unidos reforçaram que acompanham a situação e afirmaram que “todas as opções permanecem sobre a mesa”, sem confirmar uma intervenção militar direta. O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que o número de mortes estaria diminuindo, ao mesmo tempo em que manteve o tom de pressão diplomática diante do agravamento do número de vítimas.

Contexto da crise e impacto regional

Os protestos começaram em 28 de dezembro devido à alta inflação e à crise econômica agravada por sanções internacionais. Eles se transformaram em um dos maiores desafios ao regime clerical iraniano desde a Revolução de 1979. Com o afrouxamento do bloqueio à internet, surgiram mais relatos sobre os episódios de violência.

Aliados dos EUA na região, como Arábia Saudita e Catar, realizaram intensa diplomacia para evitar uma ação militar americana, citando riscos de repercussões regionais e internacionais. Em paralelo, o chefe da inteligência de Israel está em negociações com autoridades americanas, enquanto o Exército israelense mantém alta prontidão.

Segurança e presença militar reforçada

Moradores de Teerã relataram uma calma aparente desde domingo, com drones sobrevoando a cidade e ausência visível de novos protestos. O grupo iraniano-curdo Hengaw confirma a ausência de manifestações recentes, mas destaca que o ambiente permanece sob rígido controle militar e de segurança em várias cidades e vilarejos.

Apesar da redução nas manifestações, há relatos esporádicos de agitações, incluindo o assassinato de uma enfermeira por disparos das forças de segurança em Karaj e incidentes em cidades do noroeste do país. A agência estatal Tasnim noticiou ataques a um escritório local de educação e prisões de líderes dos distúrbios.

Reações internacionais e acompanhamento

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversou com os líderes de Israel e Irã, oferecendo mediação para a crise. Autoridades iranianas acusam os EUA e Israel de apoiar os protestos, enquanto o HRANA reporta que mais de 19 mil pessoas foram detidas. O governo iraniano mantém a repressão para restabelecer a ordem, enquanto a comunidade internacional acompanha o desdobramento dos eventos na região.