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Reino Unido identifica dois casos da variante Ômicron; Alemanha e República Tcheca têm casos suspeitos
27/11/2021 / 12:10
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O Secretário de Saúde do Reino Unido, Sajid Javid, afirmou que as autoridades de saúde já identificaram dois casos de pessoas contaminadas pela variante Ômicron (B.1.1.529) da Covid-19. De acordo com o jornal inglês ‘The Guardian’, os dois indivíduos contaminados pela cepa já estão em isolamento. Na quinta-feira, a Inglaterra anunciou banimento de voos vindos de seis países do sul da África em um esforço para impedir que a cepa do vírus chegue ao país. Na Alemanha, as autoridades informaram que já existe um possível primeiro caso da nova variante em uma pessoa que voltou da África do Sul. Na República Tcheca, o governo também anunciou neste sábado que investiga um possível caso da nova variante.

Autoridades de saúde holandesas informaram neste sábado que detectaram 61 casos de Covid-19 entre pessoas que voaram da África do Sul na sexta-feira e que agora realizam mais testes para ver se alguma delas está infectada com a variante Ômicron recentemente descoberta.

Nesta sexta-feira, a Bélgica anunciou o primeiro caso da variante no continente europeu. A pessoa contaminada não estava vacinada e tinha viajado ao exterior. Autoridades de saúde holandesas informaram neste sábado que detectaram 61 casos de Covid-19 entre pessoas que voaram da África do Sul na sexta-feira e que agora realizam mais testes para ver se alguma delas está infectada com a variante Ômicron recentemente descoberta.

Na sexta-feira, o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) afirmou que o risco da nova variante do Covid-19 se espalhar pela Europa é “alto a muito alto”. A variante, identificada pela primeira vez África do Sul e conhecida oficialmente como B.1.1.529, também já foi detectada em viajantes em Hong Kong e Israel.

A nova variante do coronavírus foi identificada na África do Sul e preocupa as autoridades de saúde do mundo todo. A cepa, que foi nomeada ômicron (B.1.1.529) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), parece se espalhar relativamente rápido e já está presente em outros quatro países. Mutações são comuns no coronavírus e são elas que dão origem a novas variantes. Desde o início da pandemia, diversas cepas surgiram, mas, até o momento, apenas quatro foram alvo de preocupação por alterarem negativamente o efeito do vírus no organismo. A ômicron é a quinta delas e, de acordo com o médico geneticista Salmo Raskin, diretor do Laboratório Genetika, de Curitiba, essa é a variante que mais acumulou mutações.

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— Ela tem uma mistura de mutações presentes nas outras quatro variantes de preocupação e ainda tem uma série de mutações inéditas. Esse é o ponto principal que chamou a atenção nela. Embora existem evidências de que ela pode ser mais transmissível e escapar das defesas do sistema imunológico, ainda é muito precipitado fazer qualquer afirmação sobre isso — explica o especialista.

Informações: O Globo