
O Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB) deve divulgar em até 10 dias o resultado da análise das amostras de água coletadas no Açude Velho, em Campina Grande. A investigação ocorre após a aparição de milhares de peixes mortos no local, que acumula mais de 10 toneladas retiradas desde domingo (11). A análise buscará apontar as causas da mortandade e pode ser prorrogada caso seja necessário, segundo o IPC.
O resultado da análise da água do Açude Velho, em Campina Grande, deve ser divulgado pelo Núcleo de Laboratório Forense do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB) em até 10 dias. O órgão já iniciou os exames das amostras coletadas na última segunda-feira (12), retiradas em três pontos diferentes do açude: no meio, nas margens e em uma área de maior profundidade.
A superintendente do IPC em Campina Grande, Juliana Holanda, explicou que as análises contemplarão as propriedades físicas, químicas e microbiológicas da água. “Existem certos parâmetros considerados para controle de qualidade. A gente espera que essa análise traga uma resposta do que realmente provocou essa morte de peixes”, afirmou. O prazo para divulgação pode ser prorrogado dependendo da complexidade dos exames.
Mais de 10 toneladas de peixes mortos já foram retiradas do Açude Velho desde domingo (11). A prefeitura de Campina Grande e órgãos ambientais acompanham a situação.
O prefeito Bruno Cunha Lima afirmou que a aparição de peixes mortos é um fenômeno conhecido na cidade e já registrado em outras regiões, como a cidade de Patos, no Sertão da Paraíba. A coordenadora de Meio Ambiente de Campina Grande, Liliam Ribeiro, explicou que o fenômeno está associado à eutrofização, com a redução de oxigênio na água causada pela evaporação e baixa quantidade de chuvas nos últimos meses.
A Polícia Civil e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) investigam a mortandade de peixes no açude. A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar possibilidade de crime ambiental, com perícia em andamento para identificar se houve intervenção humana. O MPPB abriu inquérito civil em novembro para investigar o possível despejo irregular de esgoto no local.
A Defensoria Pública do Estado da Paraíba (DPE-PB) também acompanha a situação e requisitou informações, incluindo relatórios técnicos sobre a qualidade da água dos últimos seis meses, cronogramas de ações emergenciais e dados sobre investimentos na recuperação ambiental do Açude Velho.