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Unimed-JP nega suspensão dos serviços de telemedicina em sua plataforma

A empresa teria suspendido apenas as consultas feitas diretamente entre usuários e médicos da rede credenciada, centralizando tudo no aplicativo da Cooperativa.

O presidente da Unimed João Pessoa, Gualter Ramalho, disse nesta terça-feira (25) que não houve suspensão nos serviços de telemedicina da Cooperativa e sim uma expansão de atendimento. 

Em nota enviada à redação do F5, Gualter Ramalho diz que “Em momento algum houve suspensão ou paralisação no atendimento dos serviços de medicina pela Unimed João Pessoa”. 

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“É fato público e notório que os atendimentos prestados pela Unimed João Pessoa tiveram aumento exponencial desde que a nova variante Ômicron aportou em nossa cidade, a demanda, por via de consequência, a expansão não apenas dos serviços de telemedicina, como também de outros setores da Cooperativa para atendimento dos casos suspeitos de Covid-19 e das outras síndromes gripais.” relata na nota.

Dr. Gualter frisou que o serviço de telesaúde da cooperativa já prestou atendimento a 13.650 pessoas somente neste mês de janeiro, o que demonstra que não foi suspenso. 

O presidente da Unimed João Pessoa também disse que na verdade houve um aumento de mais de 10 vezes no número de beneficiários atendidos pelo sistema online, justamente por garantir uma maior abrangência de beneficiários atendidos, sem que haja queda na qualidade do serviço prestado, a gerar o reflexo do aumento, também, no Drive-Thru existente no Espaço Vida na Avenida Epitácio Pessoa. 

Para ele, em decorrência do aumento na realização de consultas online, a Unimed JP ampliou o número de profissionais de saúde para realizá-las, refletindo na busca incessante por atendimento eficaz aos clientes. 

Dr. Gualter Ramalho fez questão de frisar que as informações de suspensão dos serviços de telemedicina são inverídicas e se configuram em um desserviço à população paraibana, ávida pelo fim da pandemia e pela necessidade do desfrute de dia melhores e mais profícuos. 

Sobre o encerramento do serviço de telemedicina direta (aquele em que o usuário do plano usava um canal online para acessar o consultório médico sem passar pela plataforma da Unimed), Dr. Gualter não quis se pronunciar sobre o assunto na nota.

No final do texto, ele reitera seu compromisso com a saúde da população, disponibilizando atendimento humanizado, ao mesmo tempo em que recomenda que todos mantenham atenção às regras de prevenção da doença, com o uso de máscaras, higienização das mãos, distanciamento social, aliados à vacinação.

Entenda o caso 

A semana passada foi marcada por um aumento exponencial de pedidos de consultas online via telemedicina e os canais da Unimed João Pessoa bateram recorde de usuários do plano que esperaram até 24 horas para ter acesso a uma consulta virtual via o sistema da Cooperativa de Serviços Médicos.

Esse gargalo ocorreu porque a Unimed teria suspendido as consultas online feitas diretamente entre pacientes e médicos da rede credenciada, centralizando tudo no aplicativo da Cooperativa, conforme noticiou o F5 Online.  

O próprio presidente da Unimed, Dr. Gualter Ramalho, confirmou a suspensão do serviço de teleconsulta direta em suas redes sociais, justificando que nesse tipo de procedimento não haveria a possibilidade de identificação, o que, segundo ele, “gerou uma série de inconformidades por parte de alguns médicos, burlando o sistema para gerar procedimentos fora de protocolos e diretrizes“. 

Postagem do Dr. Gualter Ramalho em seu Instagram confirmando a suspensão da teleconsulta direta conforme noticiou o F5 Online. Ele justifica o motivo da suspensão do serviço entre usuários e médicos sem passar pelo aplicativo próprio da Unimed João Pessoa, alegando que alguns médicos estariam burlando o sistema.

 

Em conversa com o F5 Online, o  especialista e presidente do Instituto do Consumidor, Helton Renê, destacou que o Plano de Saúde é um serviço privado como qualquer um outro no que se diz respeito aos direitos básicos consumeristas, como qualidade, segurança e initerruptibilidade.

“O fato de alguns profissionais burlarem o sistema, o que deve ser apurado e ser aplicada as sanções previstas em lei aos cooperados faltosos, não se justifica a interrupção do serviço ao consumidor final, que deveria ser o foco principal. Se paga por um plano de saúde privado, se espera dele a qualidade e principalmente a rapidez que naturalmente foi ofertado”.

Ainda segundo o especialista,  os consumidores deverão procurar o Plano e expor sua reclamação, ter acesso ao protocolo de atendimento e exigir uma solução rápida e segura. Não tendo a solução, o consumidor pode denunciar ao Ministério Público e ainda adentrar à Justiça a fim de cumprir a obrigação”, disse.

Helton lembra que de acordo com a própria ANS (Agência Nacional de Saúde), alguns procedimentos quando negados pelo Plano, no caso de não ter disponível, poderão ser ressarcidos aos consumidores, caso ele consiga o serviço médico com outros profissionais, mas para isso, os consumidores deverão exaurir as possibilidades junto ao Plano.

“Afora isso, os consumidores prejudicados, poderão procurar a justiça para possíveis danos morais e até denunciar aos órgãos fiscalizadores, o que poderá gerar uma dor de cabeça para o Plano faltoso”, concluiu.

 

 

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