
A vacinação contra gripe inicia neste sábado (28) em todo o país, em meio ao aumento dos casos de doenças respiratórias relacionados principalmente à influenza. Segundo dados preliminares do Ministério da Saúde, mais de 14 mil registros de síndrome respiratória aguda grave foram contabilizados neste ano, com o vírus da gripe figurando entre os principais responsáveis pelos quadros mais críticos.
A vacina contra a influenza é ofertada anualmente para atualizar a proteção da população, uma vez que o vírus sofre mutações frequentes. Conforme explica a infectologista e diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, a atualização da fórmula da vacina acompanha os vírus mais circulantes em diferentes regiões do mundo. Além disso, a imunidade conferida pela vacina diminui com o tempo, especialmente em grupos como idosos e pessoas com doenças crônicas.
O Ministério da Saúde prioriza a imunização de públicos com maior risco de complicações. Fazem parte do grupo prioritário:
Essa priorização tem como objetivo reduzir internações, casos graves e mortes provocadas pela influenza.
Quem não faz parte desses grupos pode buscar a vacinação na rede privada, e, eventualmente, doses que sobraram na campanha pública podem ser disponibilizadas para o restante da população, dependendo do estoque.
A influenza é uma infecção causada pelos vírus da família Orthomyxoviridae, principalmente dos tipos A e B. Apesar de ser frequentemente confundida com o resfriado comum, a gripe tende a causar sintomas mais intensos, como febre alta, dores no corpo e cansaço acentuado.
A atenção médica deve ser procurada sempre que houver piora no quadro, incluindo falta de ar, febre persistente, cansaço extremo e sinais de comprometimento do trato respiratório inferior, como pneumonia.
As vacinas contra a gripe não podem causar a doença, pois são feitas com fragmentos do vírus que não se multiplicam no organismo. Ainda assim, a imunização não impede totalmente a infecção, mas é eficaz para evitar formas graves da doença.
A vacinação pode ser realizada mesmo por quem se recuperou recentemente de Covid-19 ou gripe, desde que não apresente sintomas agudos. No caso de sintomas leves, a aplicação também é permitida, mas deve ser adiada se houver febre ou sintomas intensos.