
O lucro trimestral da Xiaomi caiu pela primeira vez em três anos no fim do ano passado, pressionado pelo aumento dos custos — especialmente de memória — e pela intensificação da concorrência nos setores de smartphones e veículos elétricos.
O presidente da empresa, Lu Weibing, afirmou que os custos de memória subiram mais do que o esperado e que aumentos de preços podem ser inevitáveis caso a empresa não consiga sustentar essa pressão. Ele também alertou que algumas companhias podem enfrentar grandes perdas ou até falência nesse cenário.
O lucro líquido ajustado da Xiaomi, no trimestre encerrado em 31 de dezembro, caiu para 6,3 bilhões de iuanes (US$ 914,5 milhões), segundo comunicado divulgado nesta terça-feira. Apesar da queda, o resultado superou a estimativa de analistas, que era de 5,7 bilhões de iuanes, de acordo com dados da LSEG.
A receita do quarto trimestre foi de 116,9 bilhões de iuanes, levemente acima da previsão de 116,2 bilhões, mesmo com custos mais elevados e maior concorrência.
No acumulado do ano, o lucro cresceu 43,8%, para 39,2 bilhões de iuanes, impulsionado por um aumento de 25% na receita.
Com informações da Reuters