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Zagallo morre no Rio de Janeiro aos 92 anos
06/01/2024 / 07:01
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O ex-jogador e ex-técnico da Seleção Brasileira, Mario Jorge Lobo Zagallo, morreu aos 92 anos. A informação foi publicada no começo da madrugada deste sábado (6) pelo perfil oficial da lenda do futebol mundial.

“Um pai devotado, avô amoroso, sogro carinhoso, amigo fiel, profissional vitorioso e um grande ser humano. Ídolo gigante. Um patriota que nos deixa um legado de grandes conquistas”, diz a nota.

 

“Agradecemos a Deus pelo tempo que pudemos conviver com você e pedimos ao Pai que encontremos conforto nas boas lembranças e no grande exemplo que você nos deixa”, prossegue.

 

Trajetória multicampeã

 

Zagallo foi o único futebolista tetracampeão da Copa do Mundo. Nascido em Atalaia (AL), atuava como ponta-esquerda e começou nas categorias amadoras do America-RJ. No clube do coração, conquistou seu primeiro título, o Campeonato de Amadores do Rio de Janeiro. Também conquistou o Torneio Início do Campeonato Carioca, em 1949.

 

Um ano depois, foi transferido ao Flamengo. Pelo Rubro-Negro, foi tricampeão do Carioca, entre 1953 e 1955. Mas, logo após a Copa do Mundo de 1958, assinou com o Botafogo, onde conquistou dois títulos estaduais, a Taça Brasil e atuou ao lado de Garrincha, Didi e Nilton Santos.

 

Os títulos pelos clubes cariocas chamaram a atenção e os olhares da Seleção Brasileira a Zagallo, que atuou na conquista das Copas de 1958 e 1962. O ponta-esquerda era conhecido pela velocidade, inteligência tática e deslocamentos rápidos.

 

Aposentadoria e carreira como treinador

 

Zagallo pendurou as chuteiras em 1966 e iniciou a carreira como técnico nas categorias de base do Botafogo. Com passagens como treinador pelo Glorioso e pelo Flamengo, o Velho Lobo, como passou a ser conhecido posteriormente, também treinou o Vasco da Gama, o Fluminense, Bangu, Portuguesa e o Al-Hilal, da Arábia Saudita.

 

A relação de Zagallo com a Seleção Brasileira também teve sequência após a aposentadoria como jogador. O treinador comandou a Canarinho nas conquistas de 1970 e 1994, título este que o sagrou como o único tetracampeão da Copa do Mundo. Seu último trabalho foi em 2006, como parte da comissão técnica de Carlos Alberto Parreira.