Exames de fezes e sangue são opções para rastreamento de câncer colorretal
08/06/2026 / 17:49
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Imagem: Freepik

Exames de fezes e sangue se juntam à colonoscopia como alternativas para o rastreamento do câncer colorretal, segundo diretrizes atualizadas divulgadas pela Sociedade Americana do Câncer em maio de 2026. Essas novas orientações buscam ampliar as possibilidades de detecção precoce da doença, especialmente diante do aumento dos casos em adultos mais jovens.

Desde 2018, a Sociedade Americana do Câncer reduziu a idade recomendada para o início do rastreamento de 50 para 45 anos, em resposta à maior incidência do câncer colorretal em pessoas abaixo dos 50 anos. As novas diretrizes mantêm essa recomendação e incluem a adição de dois exames complementares ao protocolo de rastreio.

Uma das novidades é um teste de fezes realizado em casa, que detecta sangue oculto e marcadores moleculares associados ao câncer colorretal. Este exame deve ser repetido a cada três anos. A outra opção é um exame de sangue simples, que pode ser realizado no consultório médico, indicado principalmente para pacientes que rejeitam a colonoscopia ou o teste de fezes.

Apesar das alternativas, a colonoscopia continua sendo o método preferencial, sobretudo para pacientes com histórico familiar da doença, síndromes genéticas ou sintomas como sangue nas fezes. Para pessoas de risco médio, o médico pode recomendar os exames de fezes ou sangue, mas a colonoscopia permanece como exame padrão.

Os exames de fezes têm a vantagem de não necessitar de preparo intestinal e foram aprimorados para detectar pólipos e células anormais. Já os exames de sangue, embora ofereçam comodidade, não apresentam a mesma sensibilidade dos demais métodos e são indicados apenas para pacientes que se recusam aos exames tradicionais. Em caso de resultado positivo em testes de fezes ou sangue, a realização da colonoscopia é obrigatória para confirmação.

Entre os sintomas de alerta para o câncer colorretal estão sangue nas fezes, mudanças persistentes nos hábitos intestinais e perda de peso inexplicada de 4,5 kg ou mais. Diante de qualquer sintoma, a orientação é buscar avaliação médica imediata.

Para reduzir o risco de desenvolver câncer colorretal, a recomendação é iniciar o rastreamento aos 45 anos e manter hábitos saudáveis, como atividade física diária, alimentação balanceada rica em frutas e vegetais, diminuição do consumo de alimentos processados, álcool e a abstinência do tabagismo.

As diretrizes atualizadas contam com contribuições de especialistas em saúde pública financiados por instituições brasileiras e internacionais, reforçando o esforço global para melhorar a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer colorretal.