
A França apreendeu no dia 1º um petroleiro russo no Oceano Atlântico, confirmando a operação o presidente Emmanuel Macron em suas redes sociais. O navio, identificado como Tagor, navegava sob suspeita de utilizar bandeira falsa e estava sujeito a sanções internacionais.
Segundo autoridades francesas, a ação ocorreu a mais de 740 km a oeste da ponta da Bretanha, com apoio de parceiros, incluindo o Reino Unido, e em conformidade com o direito do mar. A Marinha francesa confirmou que a inspeção dos documentos a bordo comprovou irregularidades na nacionalidade declarada da embarcação. A partir disso, o navio foi desviado a pedido do Ministério Público.
Desde o início do conflito entre Rússia e Ucrânia, vários países implementaram sanções que incluem restrições à navegação de navios ligados à Rússia, especialmente uma frota considerada “fantasma” que tenta contornar essas medidas. França e Reino Unido têm se comprometido a impedir a passagem dessas embarcações em suas águas territoriais. Em março, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer autorizou a abordagem militar de navios sancionados no Reino Unido.
Apesar das medidas, dados de navegação indicam que dezenas de navios sob sanções russas ainda transitam em águas britânicas, o que evidencia desafios na fiscalização.
Paralelamente, a queda de um drone russo em um prédio residencial na cidade romena de Galati no dia 29 provocou feridos e mobilizou uma série de respostas internacionais. A Romênia, membro da Otan e da União Europeia, classificou o ataque como uma “grave escalada” e convocou reuniões de emergência. A aliança militar condenou o incidente e considera possível a ativação do artigo 4 do tratado.
Em resposta, a União Europeia prepara um novo pacote de sanções contra a Rússia, enquanto líderes europeus repudiaram a violação do espaço aéreo romeno. O presidente Vladimir Putin negou a responsabilidade pelo ataque e solicitou provas da origem do drone.
Esses eventos ressaltam a tensão crescente nas relações internacionais decorrentes da guerra na Ucrânia e reforçam os esforços de fiscalização e sanções aplicadas contra a Rússia.