
Documentos secretos sobre OVNIs divulgados pelo governo Trump revelam uma série de avistamentos e incidentes envolvendo fenômenos aéreos não identificados, chamados pelo Pentágono de UAPs (Unidentified Aerial Phenomena). A liberação do material, solicitada pelo ex-presidente Donald Trump, faz parte de um processo de desclassificação que inclui fotos, vídeos e relatórios acumulados ao longo de décadas.
O Departamento de Guerra dos Estados Unidos publicou os arquivos em um portal oficial em 22 de setembro, tornando público um acervo que estava sob sigilo. A medida visa ampliar a transparência e incentivar análises adicionais por parte do setor privado e da comunidade científica. Segundo o Departamento, o governo anterior buscou descredibilizar esses fenômenos, enquanto a gestão Trump promoveu um esforço sem precedentes para esclarecer tais ocorrências.
Entre os relatos, destaca-se um documento de 116 páginas sobre avistamentos entre 1948 e 1950 na base ultrassecreta de Sandia, Novo México, onde foram descritos objetos como “orbes verdes”, discos voadores e bolas de fogo misteriosas. Além disso, relatórios das missões espaciais Apollo 12 e Apollo 17 apresentam testemunhos dos astronautas sobre flashes luminosos e pontos brilhantes não identificados durante as viagens à Lua.
Outra evidência importante é um vídeo registrado em 12 de fevereiro de 2023, que mostra um caça F-16 da Força Aérea dos EUA abatendo um alvo classificado como UAP sobre o Lago Huron, na fronteira com o Canadá. O material foi captado por sensores infravermelhos de uma aeronave militar e divulgado pelo Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios (AARO).
O termo UAP substitui oficialmente a expressão OVNI para descrever fenômenos aéreos que não têm explicação definida, sem implicar necessariamente origem extraterrestre. Os documentos esclarecem que muitos casos permanecem abertos, com o governo incapaz de determinar a natureza exata dos objetos avistados.
A divulgação dos conteúdos segue uma ordem presidencial dada por Donald Trump em fevereiro, que instruiu a publicação de arquivos sobre vida alienígena, fenômenos aéreos não identificados e objetos voadores não explicados. O Departamento de Guerra enfatizou que continuará produzindo relatórios sobre casos resolvidos e encoraja colaboração externa para o estudo desses fenômenos.
Esses documentos completam um conjunto que já havia sido iniciado em maio do mesmo ano, com a liberação do primeiro lote de arquivos relacionados a UAPs, consolidando uma fase de maior abertura sobre o tema no governo americano.