TRABALHO ESCRAVO: MPT resgatou paraibanos em plantações de maças

Quatro paraibanos foram resgatados esse ano em atividades de trabalho semelhantes à escravidão.

De acordo com o Ministério Público do Trabalho da Paraíba (MPT), eles estavam atuando em plantações, no Estado de Santa Catarina.

De 2003 até o ano passado, foram resgatados cerca de 550 paraibanos em vários estados do país, sem nenhuma condição de trabalho que garanta dignidade e respeito as leis trabalhistas.

Amanhã (21), o MPT lança em Campina Grande, os projetos ‘Liberdade no Ar’ e ‘Educar para não resgatar’, que visam a prevenção e o combate ao tráfico de pessoas para fins de trabalho escravo.

“A Paraíba é um Estado onde há recrutamento, ou seja, os paraibanos recebem propostas fraudulentas de trabalho e se deslocam a outro Estado. O discurso é de que o trabalho a ser realizado é bastante vantajoso com os direitos trabalhistas garantidos. Ao chegar ao local, os trabalhadores descobrem que terão que pagar pelo transporte de ida, alimentação, alojamento, produtos de higiene, equipamentos para realizar o trabalho e equipamentos de proteção individual”, explicou a vice-procuradora-chefe do MPT-PB, Marcela Asfóra, que está coordenando os projetos na Paraíba.

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