
As novas regras da Agência Nacional de Energia Elétrica para energia solar já estão em vigor em 2026 e começam a impactar diretamente quem possui ou pretende instalar sistemas de geração própria.
A principal mudança está ligada à chamada “taxação do sol”, prevista na Lei 14.300, que estabelece um período de transição na forma como a energia gerada é compensada na conta de luz.
O que mudou na prática
Desde janeiro de 2026, consumidores que instalaram energia solar após 2023 passaram a pagar 60% da tarifa conhecida como “Fio B”, que corresponde ao uso da rede elétrica.
Na prática, isso significa que:
Esse percentual vem aumentando gradualmente: era 15% em 2023, 30% em 2024, 45% em 2025 e agora chega a 60% em 2026.
Quem não é afetado
Consumidores que instalaram sistemas até janeiro de 2023 mantêm regras mais vantajosas, com isenção dessa cobrança até 2045.
Impacto para o consumidor
Com a mudança, quem gera energia solar continua economizando, mas em menor proporção. Em alguns casos, parte do valor que antes virava crédito na conta deixa de ser compensado, aumentando o custo final.
Além disso, especialistas apontam que o cenário pode:
O que esperar daqui para frente
As regras seguem em transição até 2028, quando a cobrança deve se aproximar de 100%. Após 2029, um novo modelo ainda será definido pela Aneel.
Mesmo com as mudanças, a energia solar ainda é considerada uma alternativa vantajosa no longo prazo, principalmente diante da tendência de aumento nas tarifas de energia elétrica no país.