
A pesquisa Quaest divulgada em 15 de abril mostra que o presidente Lula (PT) não conseguiu reverter a piora na avaliação do governo, principalmente devido ao aumento dos preços dos alimentos e ao crescimento do endividamento das famílias. De acordo com o diretor da consultoria, Felipe Nunes, a percepção econômica continua desfavorável para o governo.
O levantamento aponta que 52% dos entrevistados desaprovam a gestão de Lula, enquanto 43% aprovam. A diferença entre desaprovação e aprovação vem crescendo desde o início do ano.
A inflação, especialmente nos alimentos, é apontada como o principal fator para essa piora na avaliação do governo. O percentual de pessoas que afirmam ter percebido aumento nos preços dos alimentos subiu de 59% para 72% no último mês. Além disso, o endividamento das famílias também aumentou, passando de 65% para 72% entre março do ano passado e agora.
A pesquisa revelou ainda que
Esse quadro ocorre em meio a medidas econômicas adotadas pelo governo, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o programa Desenrola Brasil para renegociação de dívidas. Contudo, só 31% afirmaram terem sido beneficiados pela isenção do IR, e 46% aprovam o programa Desenrola.
Nas projeções para o segundo turno das eleições presidenciais, a pesquisa aponta para uma disputa técnica entre Lula e o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). Flávio aparece com 42% das intenções de voto, enquanto Lula tem 40%. Segundo Felipe Nunes, essa disputa reflete o empate no medo entre os eleitores dos dois lados.
Além disso, a pesquisa indica que 43% dos entrevistados têm mais medo da volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto 42% temem a continuidade do governo Lula.
Outros pré-candidatos, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, apresentam melhora em suas rejeições e aumento em seus potenciais de voto, mas ainda são pouco conhecidos pelo eleitorado.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro da pesquisa no TSE é BR-09285/2026.