Governo amplia Minha Casa, Minha Vida e aquece mercado da construção civil na Paraíba
29/04/2026 / 12:17
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Foto: Reprodução

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil iniciaram na última semana a financiar imóveis dentro das novas regras do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). As mudanças ampliam o alcance do programa para imóveis de até R$ 600 mil e para famílias com renda mensal de até R$ 13 mil.

A medida deve gerar impactos relevantes no acesso à moradia e no desempenho do setor da construção civil na Paraíba, integrando um pacote mais amplo de fortalecimento do programa, que prevê alcançar a marca de 3 milhões de moradias contratadas até o fim de 2026.

Entre as novidades já anunciadas está a ampliação dos limites de financiamento, com teto de até R$ 400 mil para a Faixa 3 e até R$ 600 mil para a Faixa 4, criada para atender famílias de classe média. Além disso, o Governo Federal confirmou o aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal, elevando para cerca de R$ 200 bilhões o volume total de recursos disponíveis para o programa em 2026.

Para o Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa, Sinduscon-JP, a ampliação das faixas de renda representa um avanço importante para reduzir o déficit habitacional e ampliar o acesso à casa própria. A entidade avalia que a medida também deve destravar a demanda reprimida por imóveis, especialmente entre famílias que hoje encontram dificuldades para se enquadrar nas regras vigentes.

“O ajuste nas faixas de renda e nos tetos de financiamento torna o programa mais aderente à realidade do mercado, permitindo que mais famílias tenham acesso ao crédito habitacional em condições viáveis”, destaca Antônio Carlos Teixeira Catão, vice-presidente de Assuntos Imobiliários.

Ainda segundo o Sinduscon-JP, o reforço no volume de recursos e a maior abrangência do programa trazem mais previsibilidade para o setor produtivo, estimulando novos investimentos e lançamentos imobiliários no estado. A expectativa é de que a medida contribua para a geração de empregos, aumento da renda e fortalecimento da economia local.

A ampliação do público atendido pelo programa tende a favorecer empreendimentos com diferentes padrões de renda, ampliando o dinamismo do mercado imobiliário paraibano e a geração de empregos, especialmente em função da expansão do número de obras e da cadeia produtiva associada à construção civil.

“O aumento dos limites das faixas 3 e 4 traz de volta o cliente que não podia pagar os juros mais altos, devido ao aumento da Selic, mas tinha necessidade de sair do aluguel e não estava sendo contemplado no Minha Casa Minha Vida, corrigindo assim uma injustiça social ao mesmo tempo que traz um novo fôlego para que o setor da construção aumente a geração de emprego e renda tão necessário para o crescimento do país”, reforça Catão.

O setor também ressalta a importância de que a expansão do programa venha acompanhada de condições sustentáveis de financiamento e segurança jurídica, garantindo estabilidade para investidores e compradores.